Ansiedade para rever os amigos

Alunos da rede privada voltam às salas de aula em Pelotas

Em um ano letivo que começa com o retorno presencial dos estudantes, responsáveis estão divididos sobre a segurança dos filhos

Jô Folha -

A semana começou marcada pela volta às aulas na rede de ensino privada de Pelotas. Entre os estudantes, um mix de sensações, que vai desde a ansiedade até a felicidade de rever os colegas. Já entre os pais, o fato do ano letivo ser de retorno presencial tem deixado os responsáveis divididos em relação aos cuidados e a segurança dos filhos.

Para a analista administrativa Camila Cordeiro, 40, o ano será de normalidade. O filho Luca, de apenas seis anos, está matriculado no 1º Ano do Ensino Fundamental. "Me sinto segura, pois acredito que na escola o controle da pandemia é bem mais rigoroso do que a gente tem no dia a dia na rua. Nós como pais, estamos convivendo com isso e acabamos levando para ele. Então, acredito que o ambiente escolar seja mais seguro do que a gente já proporciona", comenta. Já o pequeno, estava ansioso. "É a primeira vez que eu vou", explica Luca, que ao ser questionado se estava feliz, responde rapidamente um "sim", com muita convicção.

O profissional de Educação Física, Peterson Oliveira, 44, também levou as filhas para a escola na tarde de ontem. Ele diz que fica "com dois pensamentos", pois sabe da importância das atividades presenciais, mas também existe uma certa preocupação em relação à pandemia. "A maioria do pessoal já está vacinado e aí a gente acredita que estejam melhores as coisas. A expectativa é boa", comenta. Alice, uma de suas pequenas, está no 4º Ano e, diante do retorno, sentiu um "frio na barriga". Apesar do receio, disse que estava ansiosa para rever os amigos.

Prejuízo no aprendizado

Para Marcelo Gama, 15, depois de um período com aulas remotas o retorno à escola "foi bom". O estudante, que está no 2º Ano do Ensino Médio, disse que o período afastado da sala de aula possui pontos positivos e negativos. "A vantagem é que dá para assistir à aula do conforto de casa, mas a desvantagem é que não é a mesma coisa que presencial, parece que perco o foco mais fácil. Agora tenho que me adaptar de novo", comenta.

Ele ainda diz que sua preparação para a universidade acabou sendo prejudicada. "Parece que ficou um buraco nesses dois anos, um vazio. Para preencher isso, terei que estudar mais e focar bastante", explica.

Organização na entrada

A reportagem do Diário Popular acompanhou o retorno dos estudantes no Colégio Gonzaga e também na Escola Erico Verissimo e encontrou uma movimentação tranquila, sem aglomerações.

O coordenador do Ensino Fundamental e Médio da Erico Verissimo, Rodrigo Gonçalves, explica que o acesso dos alunos à instituição foi dividido em três entradas diferentes, conforme a faixa etária e a disposição das salas, o que possibilitou uma distribuição das crianças e adolescentes. "A gente tem um retorno quase 100% presencial, temos alguns alunos que estão assistindo online, pois possuem comorbidades ou moram com algum familiar que tenha. Acreditamos que com a vacinação das crianças possivelmente tenhamos um ano mais tranquilo", explica.

A escola está seguindo os protocolos estabelecidos pela Vigilância Sanitária do município, como verificação da temperatura na entrada e disponibilização de álcool em gel. Ainda segundo Gonçalves, o recreio dos alunos também acontece em diferentes horários. O coordenador ainda explica que o retorno dos alunos às salas de aula é importante. "Não só pela questão pedagógica, mas também pela função socioemocional. As crianças precisam se relacionar com outras crianças, precisam estar em contato com pessoas da mesma faixa etária. Isso é importante para seu desenvolvimento", finaliza.

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